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STAGE / ETAPA 12
CASTRO VERDE / SANTA CLARA

14 JUNE 2018

68 KM / 1093 M+

3

ALTIMETRY PDF / PDF ALTIMETRIA

 

DIÁRIO DA ETAPA DE UMA TRAVESSIA ANTERIOR

A 12ª etapa CASTRO VERDE - SANTA CLARA, na extensão de 68 kms, marca a brusca transição da planície para a serraria tão típica do Algarve. É a etapa das barragens por passar por várias, desde pequenos açúdes até às 3 grandes barragens de Monte da Rocha, Corte Brique e Santa Clara.
Começa na planície dourada a oeste de Castro Verde e sempre por pistas quase planas desloca-se primeiro entre searas e depois ao longo da linha férrea até às proiximidades de Ourique Gare onde passa por debaixo, auto-estrada A2 e depois da IP1, também conhecida pela estrada do Algarve. Depois vem a Barragem do Monte da Rocha com sua enorme extensão de água que transforma aí, o ainda tão insignificante rio Sado, num enorme lago. Até aqui foi possível manter um bom ritmo. Saímos à hora prevista, 9:30 e 10:15 e 10:30 respectivamente para os 3 grupos de 10 pessoas cada. O dia acordou cinzento e fresco esta manhã com nuvens ameaçadoras que curiosamente se foram dissipando ao longo do dia sem nunca ter chovido. Foi realmente providencial termos feito as 2 etapas do atravessamento do Alentejo com 2 dias frescos que contrastam com os dias de calor que tivemos no Norte.
É a seguir à Barragem do Monte da Rocha que acaba a planície e se entra na serra. A paisagem muda bruscamente e do dourado das searas passa-se num ápice para o verde muito escuro do manto de vegetação que cobre a serraria e verde mais claro da vegetação luxuriante junto às ribeiras e linhas de água.
Começa-se o carrocel de subidas e descidas, algumas bem íngremes, as encostas dos montes ao nosso lado apertam-nos cada vez mais até que somos obrigados a acompanhar o seus contornos subindo aos colos de passagem para os vales contíguos. Regressaram os caminhos cobertos de vegetação, o chilrear dos pássaros nas árvores frondosas junto às ribeiras, os fetos, as estevas e as silvas. Saltando de vale em vale vamos passando pelas aldeias de Garvão e Aldeia das Amoreiras e daqui para os eucaliptais das proximidades da Barragem de Corte Brique e para o fértil vale a seguir à barragem. Em Corte Brique paramos para umas bebidas frescas no café local que cedo esgotou o stock, mas faltava pouco e esse pouco valia a pena.
O single track a subir para uma cumeada a norte da Barragem de Santa Clara provou ser um dos pontos altos da etapa com disputas entre os participantes para ver os que o conseguiam fazer sem pôr o pé no chão, e as vistas daí do alto eram demais para a nossa respiração ofegante depois da subida, eram simplesmente de suster a respiração (como se isso fosse possível naquela altura). Avistava-se toda a barragem e seus inúmeros braços e ilhotas, um azul muito forte empastelado no verde escuro das montanhas circundantes encimadas pelo agora azul do céu mesclado de nuvens brancas. A pousada ao longe no extremo oposto da barragem esperava-nos e com o final da etapa já à vista os ânimos elevaram-se e todos elegiam este dia como um maravilhoso dia de BTT.
Ao chegar à povoação de Santa Clara cá no vale onde a etapa efectivamente acaba, fomos todos refrescarmo-nos na muito bem conservada Fonte de Santa Clara datada de 1892 e com uma água puríssima e muito muito fresca. Subimos à Pousada por alcatrão e aí fomos recebidos duma forma excepcional. Passámos a tarde na piscina gozando durante horas a fio das deslumbrantes vistas em redor. A Pousada de Santa Clara é sem dúvida o melhor local de pernoita de toda a Travessia não só pelas excelentes instalações como ainda pela localização e pelo serviço e atenciosidade do pessoal, verdadeiramente 5 estrelas.
Hoje o GPS dizia:
- Extensão = 87 kms;
- Velocidade média = 16,3 kms/h;
- Tempo a pedalar = 5h 20’;
- Velocidade máxima = 55 kms/h;
- Acumulado de subidas = 1053 m;
- Acumulado de descidas = 985m;
- Totalizador da Travessia = 946 Kms.

  

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