alt

 

 

 

STAGE / ETAPA 7
VILA VELHA DE RODÃO / MARVÃO

9 JUNE 2018

55 KM / 1168 M+

3

ALTIMETRY PDF / PDF ALTIMETRIA

 

DIÁRIO DA ETAPA DE UMA TRAVESSIA ANTERIOR

É fim de semana e como é hábito muita gente se junta a nós para fazer estes 2 diass a pedalar connosco no Portugal das traseiras.
Nesta 7ª etapa LADOEIRO - CASTELO DE VIDE vamos beijar o Tejo, esse grande rio que divide o país em dois. Um Norte de gentes hospitaleiras que constroem casas com paredes de pedras e as aldeias serranas se confundem com a paisagem, e um Sul que como o nome indica fica para Além do Tejo, terras de pessoas que vivem da terra, de casario branco e ruas imaculadamente limpas e das longas planícies douradas pelo sol estival.
Dividimos esta etapa em duas, uma até Vila Velha de Rodão e outra até ao final.
Foram 68 Kms muito rolantes na parte inicial acompanhando o rio Ponsul até dele nos despedirmos na povoação de Lentiscais. Aqui paramos para uma vez mais esgotarmos as bebidas frescas, as meloas, os pães, etc. do café local.
Os participantes dos níveis 1 e 2 - não resistiram às águas do rio Ponsul e ali mesmo por debaixo da ponte foram ao banho.
Antes de Alfrivida subimos à Sra.do Socorro e rolamos no planalto sobre o Tejo até Monte Fidalgo. Aqui o Fábio (o brasileiro que está connosco nesta travessia) resolveu ir investigar uma festa que estava a acontecer na povoação e foi de imediato convidado a pestiscar do veado grelhado, e bem regado, que estavam a servir a todos na aldeia. Em seguida deslumbramo-nos com as vistas sobre a Barragem de Cedille e todo o Tejo internacional para montante.
Depois de Perais foi a subida de um corta-fogo até ao monte das Areias Brancas e dái até V.V. de Rodão sobre a planície que alcunhamos da plantação de pedras, tantos que são os seixos que inundam tudo. Como não há vento não estamos a ser incomodados com o cheiro que por vezes vem dos lados da fábrica da Portucel.
Quase metade da Travessia realizada, já cumprimos quase 7 etapas e o nosso GPS totaliza cerca de 500 kms nesta Travessia. Já vimos metade do país esquecido e em todos os participantes existe uma forte vontade de continuar e continuar e continuar.......
Todos os dias há novas caras na Travessia e outras que partem contagiados desta febre de puro BTT e é esta constante rotação de pessoas que faz cada dia ser um novo dia e um outro passeio.
A Travessia vai descendo a Lusitânia por caminhos de cabras à descoberta das suas gentes mais nobres, das suas paisagens mais recônditas, da sua identidade mais natural na alma do seu interior.
Depois de Vila Velha de Rodão entramos no Alentejo ao atravessar o rio que divide o País ao meio,o Tejo, e quão visivel ainda é por estes locais essa divisão. Em tempos há muito idos, o Tejo manteve afastados as gentes das duas margens e isso contribuiu para as diferenças culturais e étnicas que se denotam no aquém e além Tejo. É curioso mas logo na primeira aldeia que tocámos depois de passar o rio, Salavessa, começamos a ouvir o mais puro sotaque alentejano e estavamos a escassos 10km da Beira Baixa cujos locais falam português sem qualquer sotaque. As casas brancas orladas a cores vivas com as suas grandes chaminés tronco-prismáticas começaram logo a dominar a paisagem nas aldeias e os sobreirais e olivais passaram a ser os predominantes. Em Póvoa e Meadas a 20km do fim esperava-nos um petisco de chouriço assado, febras, queijo da região e muitas bebidas frescas, para não falar no delicioso arroz doce ou na melhor sericaia que já alguma vez provamos. Aqui também o piso dos nossos caminhos se altera e os granitos passam de novo a fazer parte da paisagem, ao longe para a esquerda ainda se avista Castelo Branco e em frente de nós temos já também ao longe o penedo de Marvão que se ergue imponente no horizonte. Castelo de Vide a nossa meta também já se avista na encosta do cerro que culmina com a silhueta bem distinta do castelo. Antes porém passamos pelo parque megalítico de Coureleiros com as suas antas em perfeito e incompreensivel abandono. A subida para o castelo em Castelo de Vide faz-se por uma calçada mediaval algo ingreme na parte final o que representou o maior desafio da etapa, técnica e fisica,esta foi no fundo um cheirinho do que teremos no menú de amanhâ.
Em Castelo de Vide ficamos no Hotel Sol e Serra que oferece uma boa qualidade de instalações e serviço.
Estes foram os números para a etapa segundo o nosso GPS:

- Extensão = 98km;
- Tempo a pedalar = 6h;
- Velocidade média = 16km/h;
- Velocidade máxima = 61km/h;
- Acumulados de subidas = 1980m;
- Totalizador da Travessia = 532km.

  

SEE ALL / VER TODAS

NEXT / SEGUINTE