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STAGE / ETAPA 3
FREIXO DE ESPADA À CINTA / ALMEIDA

5 JUNE 2018

74 KM / 1665 M+

3

ALTIMETRY PDF / PDF ALTIMETRIA

 

DIÁRIO DA ETAPA DE UMA TRAVESSIA ANTERIOR

Caros amigos,
Estamos em Almeida, está um pôr do Sol espectacular, corre agora uma brisa fresca que faz esquecer o calor infernal que se fez sentir nesta etapa da Travessia, a 3ª que liga Freixo de Espada à Cinta a Almeida.
É a etapa do Douro, das deslumbrantes vistas de cima do Penedo Durão sobre "quase metade do país", foram as centenas de abutres a sobrevoarem sobre os rochedos nas imediações de Poiares, a rápida e adrenalínica descida de Poiares para Barca D'Alva, aqui deixando Trás-os-Montes e entrando nas Beiras, etc.
Nesta 4ª etapa  com a extensão de 75 kms éramos 30 divididos por 3 grupos: Nível 1, Nível 2A e 2B. Esta etapa considerada por muitos como uma das mais duras não deixa no entanto de ser considerada quase por todos também como a mais bonita. Começa com a subida ao Penedo Durão e a visita ao miradouro natural que aí existe quase 500 metros na vertical sobre o Douro e que proporciona das mais arrebatadoras vistas em Portugal Continental. Todos ficaram fascinados, e apesar de uma leve neblina no horizonte ainda era possível ter uma prespectiva lá do alto do que ainda tinhamos para percorrer nesse dia, avistando bem longe a Serra da Morofa e o monte de Castelo Rodrigo onde passariamos mais tarde e ainda longe do terminus da etapa.    
Da aldeia de Poiares até Barca D'alva são cerca 15 Kms, 10 dos quais a descer, primeiro por uma pista rápida encrustada a meia encosta com curvas perigosas sobre uma falésia ameaçadora e depois para alcançar uma ponte bem antiga, por um trilho estreito serpentando a encosta e com zonas muito perigosas e não aconselhável aos que têm vertigens. Ciclar neste trilho é ténuemente possível porque as giestas quase que o cobrem completamente e não deixam ver as enormes pedras que temos de evitar bater com a roda da frente. Esta descida técnica termina numa ponte antiga e mesmo ao pé existe um laranjal e escusado será dizer o que aconteceu. Aqui bem por baixo da ponte corria um riacho com água muito cristalina e como o calor já apertava toda a gente desceu ao riacho para um refrescante banho uns vestidos outros nús ficaram por ali mais de 1 hora. Houve até quem inventasse um escorrega de água deslizando com a corrente sobre as lajes graniticas do fundo do ribeiro, comeu-se laranjas dentro de água, mergulhou-se, fez-se jaccuzzi debaixo das pequenas quedas de água e até se descansou deitado nas lajes da margem semi coberto de água morna.
Depois veio a descida em asfalto até à estrada para Barca D'Alva. Daqui à ponte sobre o rio Douro são cerca de 4 kms e embora se trate de uma estrada principal, não chegamos a cruzar-nos com algum carro quer num sentido quer noutro, o que atesta da ausência de movimento por estas paragens de fraca densidade populacional. Em Barca D'Alva parámos numa esplanada sob uma frondosa árvore e demos uma desbasta nos Ices Teas e Santals frescos do café. Aqui reunimos todos os grupos e bem atestados de líquidos lá fomos para o "forno" tostar como frangos. O "forno" é como nós conhecemos a subida a seguir a Barca D'Alva e que ao se afastar do Douro nos leva de novo até ao planalto, é uma subida com cerca de 6 kms com troços de forte inclinação. No entanto até Castelo Rodrigo são 20 kms sempre a subir mas com menor inclinação.
 
Sempre em total isolamento chegamos aos arredores de Figueira de Castelo Rodrigo, onde evitamos passar, exclusão feita para o Fábio (um brasileiro que veio do Brasil para fazer a Travessia) e que nunca entendeu, pelo que leu no nosso site, o que era o Halibut e não se preveniu. Ore bem nesta etapa o Fábio descobriu da forma mais dura o que era o Halibut e com o rabo assado, que segundo ele estava da cor do seu capacete, resolveu confidenciar com os companheiros que de imediato o aconselharam a sair do percurso e ir à farmácia a Figueira para comprar a dita pomada.  Untado que foi o dito fomos em frente atrevessando um bosque onde se inicia a subida em asfalto para Castelo Rodrigo, bem inclinada e cansativa. Em Castelo Rodrigo bebe-se umas bebidas frescas na esplanada do Cantinho dos Avós onde esperamos pelas horas frescas do final do dia, para então sim fazer o restante dos 21 kms até Almeida, começando por descer para o planalto por onde se rolou rápido bem mais rápido já pela fresquinha. Foi uma etapa longa que devido ao calor e a consequente interrupção que fomos forçados a fazer em Castelo Rodrigo à volta dumas cervejas, Ice Teas e tostas mistas, fez com que o nível 1 terminasse em Almeida mesmo ao sol posto cerca das 9:00 da noite.
Números para a etapa tirados do nosso Garmin:
- Extensão = 73 kms;
- Velocidade Média = 14,1 km/h;
- V. Máx = 60,8 Km/h;
- Desnível acumulado de subidas na etapa = 1425 m;
- Desnível acumulado de descidas = 1250m;
- Totalizador da Travessia = 217 Kms.

  

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